Estados
Unidos da América
Estados Unidos da América (em inglês: United States of America; ou simplesmente Estados Unidos (em inglês: United States. Estados Unidos são uma república constitucional federal composta por cinquenta estados e um distrito federal. A maior parte do país situa-se na região central da América do Norte, formada por 48 estados e Washington, D.C., o distrito federal da capital. Localiza-se entre os oceanos Pacífico e Atlântico, fazendo fronteira com o Canadá a norte e com o México a sul. O estado do Alasca está no noroeste do continente, fazendo fronteira com o Canadá no leste e com a Rússia a oeste, através do estreito de Bering. O estado do Havaí é um arquipélago no Pacífico Central. O país também possui vários outros territórios no Caribe e no Pacífico.
Com 9,37 milhões de km² de área e cerca de 309 milhões de habitantes, os Estados Unidos são o quarto maior país em área total, o quinto maior em área contígua e o terceiro em população. O país é uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas do mundo, produto da forte imigração vinda de muitos países. A economia dos Estados Unidos é a maior economia nacional do mundo, com um produto interno bruto que em 2008 foi de 14,2 trilhões de dólares, o que foi equivalente a um quarto do valor do PIB nominal mundial e um quinto do PIB mundial por paridade do poder de compra.
Os povos indígenas, provavelmente de origem asiática, habitam o que é hoje o território dos Estados Unidos desde há muitos milhares de anos. Esta população nativa americana foi muito reduzida após o contato com os europeus devido a doenças e guerras. Os Estados Unidos foram fundados pelas treze colônias do Império Britânico localizadas ao longo da costa atlântica do país. Em 4 de julho de 1776, foi emitida a Declaração de Independência, que proclamou o seu direito à autodeterminação e a criação de uma união cooperativa. Os estados rebeldes derrotaram a Grã-Bretanha na Guerra Revolucionária Americana, a primeira guerra colonial bem sucedida da Idade Contemporânea. A Convenção de Filadélfia aprovou a atual Constituição dos Estados Unidos em 17 de setembro de 1787; sua ratificação no ano seguinte tornou os estados parte de uma única república com um forte governo central. A Carta dos Direitos, composta por dez emendas constitucionais que garantem vários direitos civis e liberdades fundamentais, foi ratificada em 1791.
No século XIX, os Estados Unidos deslocaram as tribos nativas, adquiriram o território da Luisiana da França, a Flórida da Espanha, parte do território do Oregon do Reino Unido, Alta Califórnia e Novo México do México e o Alasca da Rússia, e anexaram a República do Texas e a República do Havaí. Os litígios entre o sul agrário e o norte industrializado do país sobre os direitos dos estados e sobre a expansão da instituição da escravatura, provocaram a Guerra de Secessão, que decorreu entre 1861 e 1865. A vitória do Norte impediu a separação do país e levou ao fim da escravidão legal nos Estados Unidos. Na década de 1870, a economia do país tornou-se a maior do mundo.
A Guerra Hispano-Americana e a Primeira Guerra Mundial confirmaram o estatuto do país como uma potência militar. A nação emergiu da Segunda Guerra Mundial como o primeiro país com armas nucleares e como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O fim da Guerra Fria e a dissolução da União Soviética deixaram os Estados Unidos como a única superpotência restante no planeta. O país responde por 41% dos gastos militares do mundo e é um forte líder econômico, político e cultural no planeta.
História
Nativos americanos e colonos europeus
Acredita-se
que os povos indígenas dos Estados Unidos continentais, incluindo os nativos do Alasca, emigraram da Ásia. Eles começaram a chegar há 12 ou
40 milênios, senão antes. Alguns, como a cultura mississippiana pré-colombiana, desenvolveram agricultura avançada, arquitetura grandiosa e as sociedades estaduais. Mais tarde os europeus começaram a colonização das Américas, muitos milhões de indígenas americanos morreram de epidemias de doenças importadas,
como a varíola.
Em 1492, o
explorador Cristóvão Colombo sob contrato com a coroa espanhola chegou a várias ilhas do Caribe,
fazendo o primeiro contato com os povos indígenas. Em 2 de abril de 1513, o conquistador espanhol Juan Ponce de León desembarcou em o que ele chamou de
"La Florida" — a primeira visita europeia
documentada no que viria a ser os Estados
Unidos Continentais.
Às colônias espanholas na Flórida seguiram-se
outras no que é hoje o sudoeste dos
Estados Unidos, que
atraíram milhares de colonos através do México. Os comerciantes de peles franceses estabeleceram postos da Nova França em torno dos Grandes Lagos; a França
acabou por reivindicar a maior parte do interior da América do Norte até o Golfo do México. O primeiro assentamento inglês bem sucedido foi a Colônia da Virgínia em Jamestown, em 1607, e a Colônia de Plymouth, dos chamados Peregrinos (em inglês: Pilgrim Fathers [pais peregrinos]
ou simplesmente Pilgrims), em 1620. O fretamento de 1628 da Colônia da Baía de Massachusetts resultou em uma onda de migração; por volta de 1634, a Nova Inglaterra tinha sido povoada por cerca de 10 000 puritanos. Entre o final dos anos 1610 e a Revolução Americana, cerca de 50 000 prisioneiros foram
enviados para as colônias americanas da Grã-Bretanha. A partir de 1614, os holandeses se estabeleceram ao longo do rio Hudson, nomeadamente na colônia de Nova Amsterdã na ilha de Manhattan. Em 1674, os holandeses cederam seu território
norte-americano à Inglaterra; a província da Nova Holanda foi renomeada para Nova Iorque. Muitos dos novos imigrantes, especialmente do Sul (cerca de dois terços de todos os
imigrantes da Virgínia) foram contratados como
trabalhadores temporários entre 1630 e 1680. A partir do final do século XVII,
os escravos africanos foram se tornando a principal fonte
de trabalho forçado. Com a divisão das Carolinas em 1729 e a colonização da Geórgia em 1732, foram estabelecidas as treze colônias britânicas que se tornariam os Estados Unidos.
Todas contavam com um governo local eleito, estimulando o apoio ao republicanismo. Todas as colônias legalizaram o comércio de escravos
africanos.
Com taxas de natalidade altas, taxas de mortalidade baixas e imigração constante, a população colonial cresceu rapidamente.
O movimento cristão revivalista das décadas de 1730 e 1740,
conhecido como o Grande
Despertar, incentivou
o interesse na religião e na liberdade religiosa. Durante a Guerra Franco-Indígena, as forças britânicas tomaram o Canadá dos franceses, mas a população francófona permaneceu isolada política e geograficamente das
colônias do sul. À exceção dos nativos americanos (popularmente conhecidos como
"índios americanos"), que estavam sendo deslocados, as treze colônias
tinham uma população de 2,6 milhões de habitantes em 1770, cerca de um terço da
Grã-Bretanha; cerca de um em cada cinco norte-americanos eram escravos negros. Embora sujeitos aos impostos
britânicos, os colonos americanos não tinham representação no Parlamento da
Grã-Bretanha.
Independência e expansão
As tensões
entre colonos americanos e os britânicos durante o período revolucionário dos
anos 1770 e início dos anos 1760 levaram à Guerra Revolucionária Americana, travada de 1775 até 1781. Em 14 de junho de 1775, o Congresso Continental, em convocação na Filadélfia, criou um Exército Continental sob o comando de George Washington. Proclamando que "todos os homens são criados
iguais e dotados de certos direitos inalienáveis", em 4 de julho de
1776 o Congresso aprovou a Declaração de Independência, redigida em grande parte por Thomas Jefferson.
Essa data é hoje comemorada como o Dia da Independência dos Estados Unidos. Em 1777, os Artigos da Confederação estabeleceram um fraco governo confederado que operou até 1789. Após a derrota britânica por
forças americanas apoiadas pelos franceses, na Batalha de Yorktown, a Grã-Bretanha reconheceu a independência dos Estados Unidos e a soberania
dos estados sobre o território americano a oeste do rio Mississippi. Uma convenção constitucional foi organizada em 1787 por aqueles
que desejavam estabelecer um governo nacional forte, com poderes de tributação.
A Constituição dos Estados Unidos foi ratificada em 1788. Em 1789
tomaram posse o primeiro Senado e primeiro presidente (George Washington) da Nova República. Em 1791 foi adotada a Bill of
Rights (Declaração dos Direitos dos Cidadãos), que proíbe restrições federais das liberdades
pessoais e garante uma série de proteções legais.
As atitudes em relação à escravidão foram sendo alteradas; uma cláusula na Constituição protegia o comércio de escravos africanos apenas
até 1808. Os estados do Norte aboliram a escravidão entre 1780 e 1804, deixando
os estados escravistas do Sul como defensores dessa "instituição
peculiar". O Segundo Grande Despertar, iniciado por volta de 1800, fez do evangelicalismo uma força por detrás de vários movimentos de reforma
social, entre
as quais o abolicionismo.
Aquisições
territoriais americanas por data.
A ânsia
americana de expansão para o oeste levou a uma longa série de Guerras Indígenas e ao genocídio dos indígenas. A compra da Louisiana, o território francês a sul, sob a
presidência de Thomas Jefferson em 1803, quase duplicou o tamanho
da nação.
A Guerra de 1812, travada
contra a Grã-Bretanha acabou num empate, reforçando o nacionalismo americana. Uma série de incursões militares
americanas na Flórida levaram a Espanha a ceder esse e outros territórios na Costa
do Golfo do México em 1819. A Trilha das Lágrimas em 1830 exemplificou a política de remoção dos índios, que retirava os povos indígenas de
suas terras. Os Estados Unidos anexaram a República do Texas, em 1845. O conceito de "Destino Manifesto" foi popularizado durante essa época.
O Tratado de Oregon, assinado com a Grã-Bretanha em 1846, levou ao
controle americano do atual Noroeste dos
Estados Unidos.[49] A vitória americana na Guerra
Mexicano-Americana resultou na
cessão da Califórnia e de grande parte do atual Sudoeste dos Estados Unidos em 1848. A Corrida do
ouro na Califórnia de
1848-1849 estimulou a migração ocidental. As ferrovias entretanto
construídas tornaram a deslocalização mais fácil para os colonos e provocaram o
aumento dos conflitos com os nativos americanos. Depois de meio século, até 40
milhões de bisões americanos foram abatidos para peles e carne e
para facilitar a disseminação do transporte ferroviário. A perda do bisão, um
recurso fundamental para os Índios das Planícies, constituiu rude golpe para a
subsistência de muitas culturas nativas.
Guerra civil e industrialização
As tensões entre os estados ditos livres e os estados
escravistas tiveram origem sobretudo em argumentos sobre a relação entre os
governos estadual e federal e em conflitos violentos acerca da propagação da escravidão em novos estados. Abraham Lincoln, candidato do Partido Republicano, em grande parte abolicionista, foi eleito presidente em 1860. Antes da sua tomada de
posse, sete estados escravistas declararam sua secessão, o que o governo
federal sempre considerou ilegal, e formaram os Estados Confederados da América. Com o ataque confederado em Fort Sumter, a Guerra de Secessão começou, e mais quatro estados
escravistas aderiram à Confederação. A Proclamação
da Emancipação de Lincoln,
em 1863, declarou livres os escravos da Confederação. Após a vitória da União em 1865, três
emendas à Constituição americana garantiam a liberdade para quase quatro
milhões de afro-americanos que tinham sido escravos, fizeram-nos cidadãos e lhes deram direito ao voto. A guerra e a sua resolução levaram a um aumento
substancial do poder federal.

Após a
guerra, o assassinato de Lincoln radicalizou as políticas republicanas da Reconstrução na
reinserção e reconstrução dos estados do
sul,
assegurando os direitos dos escravos recém-libertos. A resolução da disputada eleição presidencial de 1876 pelo compromisso de 1877 terminou a Reconstrução; as Leis de Jim Crow iniciaram um período de perseguição ao
afro-americanos.
No Norte, a urbanização e um afluxo de
imigrantes sem precedentes da Europa meridional e oriental apressou a industrialização do país. A onda de
imigração, que durou até 1929, proveu trabalho e transformou a cultura
americana. O
desenvolvimento da infraestrutura nacional estimulou o crescimento econômico. A
compra do Alasca à Rússia em 1867 completou a expansão continental do país. O massacre de Wounded Knee, em 1890, foi o último grande
conflito armado das Guerras Indígenas. Em 1893, a monarquia indígena do Reino do Havaí do Pacífico foi derrubada em um golpe liderado por
residentes americanos; os Estados Unidos anexaram o arquipélago em 1898. A vitória no mesmo ano da Guerra
Hispano-Americana demonstrou
que os Estados Unidos eram uma grande potência mundial e levou à anexação de Porto Rico, Guam e as Filipinas. As Filipinas conquistaram a independência meio século depois,
Porto Rico e Guam permanecem como territórios americanos.
Primeira Guerra Mundial, Grande Depressão e Segunda
Guerra Mundial
Durante os
primeiros anos da Primeira Guerra Mundial, que eclodiu em 1914, os Estados
Unidos mantiveram-se neutros. Apesar da maioria dos americanos simpatizarem com
os britânicos e com os franceses, muitos eram contra uma intervenção. Em 1917,
os Estados Unidos se juntaram aos Aliados, ajudando a
virar a maré contra as Potências Centrais. Após a guerra, o Senado não ratificou o Tratado de Versalhes, que estabelecia a Liga das Nações. O país seguiu uma política de unilateralismo, beirando o
isolacionismo.
Em 1920, o
movimento pelos direitos das mulheres conseguiu a aprovação de uma emenda
constitucional que concedia o sufrágio feminino.
A prosperidade dos Roaring Twenties ("anos 20 florescentes, alegres, ruidosos ou vívidos") terminou
com a quebra da Bolsa de Valores de Nova
Iorque em 1929,
que desencadeou a Grande Depressão. Após sua eleição como presidente
em 1932, Franklin
Delano Roosevelt respondeu à
crise social e econômica com o New Deal ("novo acordo"), uma série de políticas de
crescente intervenção governamental na economia. O Dust Bowl de meados da década de 1930 empobreceu muitas
comunidades agrícolas e estimulou uma nova onda de imigração ocidental.
Soldados da 1ª Divisão de Infantaria do exército americano desembarcam na Normandia em 6 de junho de 1944, o "Dia-D".
Os Estados
Unidos, neutros durante as fases iniciais da Segunda Guerra Mundial, iniciada com a invasão da Polônia pela a Alemanha Nazista em setembro de 1939, começaram a fornecer material
para os Aliados em março de
1941 através do programa Lend-Lease (Lend-Lease Act; "Lei de empréstimo e
arrendamento"). Em 7 de dezembro de 1941, o Império do Japão lançou um ataque surpresa a Pearl Harbor, o que levou os Estados Unidos a se
juntar aos Aliados contra as potências do Eixo e ao internamento compulsivo de milhares de americanos de origem japonesa.
A participação na guerra estimulou o
investimento de capital e a capacidade industrial do país. Entre os principais
combatentes, os Estados Unidos foram o único país a se tornar muito mais rico,
ao contrário dos restantes aliados, que empobreceram por causa da guerra. As
conferências dos aliados em Bretton Woods e Yalta delinearam um novo sistema de
organizações internacionais que colocou os Estados Unidos e a União Soviética no centro da política
geoestratégica munidal. Como a vitória foi conquistada na Europa, uma conferência internacional realizada em 1945 em São Francisco produziu a Carta das Nações Unidas, que se tornou ativa depois da
guerra. Tendo desenvolvido as primeiras armas nucleares, os Estados Unidos, usaram-as sobre
as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. O Japão se rendeu em 2 de setembro do mesmo ano,
marcando o fim da guerra.
Guerra Fria e protestos políticos
Os Estados
Unidos e a União Soviética disputaram a supremacia mundial após a Segunda
Guerra Mundial, durante o período chamado de Guerra Fria, cujos principais
atores a nível militar na Europa foram Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Pacto de Varsóvia. Os Estados Unidos promoviam a democracia liberal e o capitalismo, enquanto a União Soviética promovia o comunismo e uma economia planificada. Ambos apoiavam ditaduras e estavam
envolvidos em guerras por procuração. As tropas americanas combateram as
forças comunistas
chinesas na Guerra
da Coreia de 1950-53.
O Comitê de Atividades Antiamericanas seguiu uma série de investigações
sobre suspeitas de subversões de esquerda, enquanto o senador Joseph McCarthy tornou-se a figura emblemática do sentimento anticomunista.
O lançamento
soviético de 1961 do primeiro voo tripulado fez com que o presidente John F. Kennedy lançasse o repto dos Estados Unidos serem o primeiro
país a aterrissar um homem na lua, o que foi realizado em 1969.
Kennedy também enfrentou uma tensa crise motivado pela presença de forças
soviéticas em Cuba que por pouco não provocou um confronto nuclear.
Entretanto, os Estados Unidos experimentaram uma expansão econômica sustentada.
Ao mesmo tempo, cresceu o movimento dos direitos civis, simbolizado e liderado por afro-americanos, como Rosa Parks e Martin Luther King Jr, usando não violência para enfrentar a segregação e a discriminação. Após o assassinato de Kennedy em 1963, o Civil Rights Act (Lei de Direitos Civis) de 1964 e o Voting Rights Act (Lei dos Direitos de Voto de 1965)
de 1965 foram aprovadas pelo presidente Lyndon B. Johnson. Johnson e seu sucessor, Richard Nixon, expandiram uma guerra por procuração no sudeste da Ásia para a mal sucedida Guerra do Vietnã. Um amplo movimento de contracultura cresceu, alimentado pela oposição à
guerra, o nacionalismo negro e a revolução sexual. Betty Friedan , Gloria Steinem e outros levaram uma nova onda de feminismo que buscava a igualdade política, social e econômica
das mulheres.
Como
consequência do escândalo de Watergate, em 1974 Nixon se tornou o primeiro
presidente americano a renunciar, para evitar sofrer um impeachment (impugnação de mandato) sob as acusações de obstrução
da justiça e abuso de poder, sendo sucedido pelo vice-presidente Gerald Ford. A administração de Jimmy Carter da década de 1970 foi marcado pela estagflação e a crise dos reféns do Irã. A eleição de Ronald Reagan como presidente, em 1980, anunciou uma viragem à direita na política americano, refletida em grandes mudanças
na tributação e nas prioridades de gastos. Seu segundo mandato foi marcado
pelo escândalo Irã-Contras e o progresso diplomático
significativo com a União Soviética. O posterior colapso soviético pôs fim à
Guerra Fria.
Era contemporânea

Sob a presidência
de George H. W. Bush, os Estados Unidos assumiram um
papel de liderança na ONU sancionando a Guerra do Golfo. A maior expansão econômica da história moderna
americana ocorreu de março de 1991 a março de 2001, abrangendo a administração
de Bill Clinton e a "Bolha da Internet".[86][87] Uma ação judicial civil e um escândalo sexual levaram ao impeachment de Clinton em 1998,
mas este permaneceu no cargo. A eleição presidencial de 2000, uma das mais acirradas e controversas da história
dos Estados Unidos, que chegou a envolver suspeitas de fraude e outras dúvidas
na contagem de votos, foi resolvida por uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que declarou George W. Bush, filho de George H. W. Bush, presidente.
Em 11 de setembro de 2001, terroristas da Al-Qaeda atingiram o World Trade Center, em Nova Iorque, e O Pentágono, perto de Washington, DC, matando cerca de três mil pessoas. Em resposta, a
administração Bush lançou uma "Guerra ao Terror". No final de 2001, as forças americanas
lideraram uma invasão ao Afeganistão, removendo o governo Taliban e acabando com campos de treinamento da Al-Qaeda.
Insurgentes do Taliban continuam (2011) a travar uma guerra de guerrilha. Em 2002, a administração Bush começou a pressionar
uma mudança de regime no Iraque por motivos controversos. Sem o
apoio da OTAN ou da ONU para uma
intervenção militar, Bush organizou a Coalizão da Boa Vontade; as forças da coalizão invadiram
preventivamente o Iraque em 2003, removendo o ditador Saddam Hussein do poder. Em 2005, o furacão Katrina causou extensos estragos ao longo da Costa do Golfo, devastando
a cidade de Nova Orleans. Em 4 de novembro de 2008, em meio a
uma recessão
econômica mundial, Barack Obama foi eleito presidente. Ele é o primeiro
afro-americano a assumir a presidência do país. No início de 2010, Obama
supervisionou a promulgação de uma importante reforma da saúde. A explosão da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México, que começou em abril de 2010 tornou-se a maior
catástrofe ambiental com petróleo em tempos de paz da história.
Geografia


A área dos Estados
Unidos contíguos é de
aproximadamente 7 824 535,379 km² sendo que 7
652 712,978 km² são terra emersa. O Alasca, separado
dos Estados Unidos contíguos pelo Canadá, é o maior estado com 1 529 887,847 km². O Havaí, um arquipélago no Pacífico central, a sudoeste da América do Norte, tem cerca de 16 752,043 km².
A seguir à Rússia e ao Canadá, os Estados Unidos são a quarta maior nação do mundo
em área total (terra e água), posição abaixo da China. A classificação varia conforme a
estimativa da área total dos Estados Unidos utilize as águas territoriais
marítimas, porém, pelo padrão de agrimensura, que considera apenas terra e
águas internas a posição é a quarta. Assim, 9 826 675 km² segundo o CIA World Factbook, que contabiliza as águas costeiras
e territoriais, 9 629 091 km² segundo Divisão de Estatísticas das Nações
Unidas, que considera as águas costeiras e territoriais dos grandes lagos. e 9
522 055 km² segundo a Encyclopædia Britannica, que considera as águas
territoriais dos grandes lagos.
Incluindo
apenas a área terrestre, os Estados Unidos são o terceiro maior país do mundo
em superfície, atrás da Rússia e da China e à frente do Canadá. O território
nacional conta com múltiplas formas de acidentes geográficos e é comum
dividir-se a parte dos Estados Unidos na América do Norte excluindo o Alasca em três grandes
regiões orográficas: a ocidental, a central e a
oriental.
À medida que se avança para o interior, a
planícies costeiras do litoral Atlântico dão lugar a bosques
caducifólios e à meseta
de Piedmont. Os Apalaches separam a costa oriental dos Grandes Lagos das
pradarias do centro-oeste. O principal sistema hidrográfico do país, formado
pelos rios Mississipi e Missouri e o terceiro maior sistema fluvial do mundo, perccorre o centro dos Estados Unidos de norte a
sul. A pradaria plana e fértil das Grandes Planícies se estende até ao oeste, até ser
interrompida por uma região de terras altas no sudoeste. As Montanhas Rochosas, na borda ocidental das Grandes Planícies, atravessam a nação a partir do
norte até o sul, chegando a altitudes superiores a 3 400 metros.
Ainda na região oeste encontram-se a Grande Bacia do Nevada (Great Basin) e desertos, como o de Mojave, Sonora e Chihuahua.[100] As montanhas de Serra Nevada e a Cordilheira
das Cascatas (Cascade
Range) se encontram próximas à costa do Pacífico.
O Monte McKinley, no Alasca, com 6 194
metros de altitude, é o ponto mais alto do país e de todo o continente. Os
vulcões ativos são comuns ao longo do Alasca e nas Ilhas Aleutas e no estado do Havaí só existem ilhas vulcânicas O supervulcão localizado no Parque Nacional de Yellowstone, nas Montanhas Rochosas, é a maior vulcão do
continente.

Clima
Os Estados
Unidos, com sua grande extensão e variedade geográfica, inclui a maioria dos
tipos de clima.
A leste do meridiano 100 oeste, o clima varia de continental
úmido no norte, a
subtropical úmido no sul. A ponta sul da Flórida é tropical, assim como o Havaí. As Grandes Planícies a oeste do meridiano 100 são semiáridas. Grande parte das montanhas ocidentais são alpinas. O clima é árido na Grande Bacia,desértico no sudoeste, mediterrânico na costa da Califórnia e oceânico nas costas do Oregon e de Washington e sul do Alasca. A maior
parte do Alasca é subártico ou polar. Climas extremos não são incomuns; os países do Golfo do México são propensos a furacões e a maioria dos tornados do mundo ocorrem no interior do país, principalmente
na Tornado Alley ("Alameda dos Tornados"),
no Centro-Oeste
Fauna e flora
Os Estados
Unidos são considerados um "país megadiverso": cerca de 17 000 espécies de plantas vasculares ocorrem nos Estados Unidos
Continentais e no Alasca, e mais de 1 800 espécies de plantas são encontradas
no Havaí, algumas das quais ocorrem no continente. Os Estados Unidos são o lar
de mais de 400 espécies de mamíferos, 750 de aves e 500 de répteis e anfíbios Cerca de 91.000 espécies de insetos têm sido
registradas.
A Endangered
Species Act de 1973
protege espécies ameaçadas e seus habitats, que são monitorados pelo United States Fish and Wildlife Service. Há 58 parques nacionais e centenas de outros parques, florestas e áreas
naturais geridas pelo governo federal.[112] No total, o governo detém 28,8% da área terrestre do
país. A maior parte desta área está protegida, apesar de algumas serem alugadas
para perfuração de poços de petróleo e gás natural, mineração, exploração madeireira ou pecuária; 2,4% é usado para fins militares.
Economia
Os Estados
Unidos têm uma economia mista capitalista, que é abastecida por recursos naturais abundantes,
uma infraestrutura bem desenvolvida e pela alta produtividade. De acordo com o Fundo
Monetário Internacional, o PIB dos Estados Unidos de 14,4 trilhões de dólares
representa 24% do produto interno bruto mundial no mercado de câmbio e
quase 21% do produto interno bruto mundial em paridade do
poder de compra (PPC). O
maior PIB nacional do mundo era cerca de 5% menor do que o PIB combinado da União Europeia em PPC, em 2008. O país
ocupa a décima sétima posição no mundo em termos de PIB nominal per capita e a sexta posição em PIB per capita PPC. Os Estados Unidos são o maior importador e terceiro
maior exportador de bens, embora as exportações per capita sejam relativamente
baixas. Em 2008, o déficit comercial total dos E.U.A. foi de 696 bilhões de
dólares. Canadá, China, México, Japão e Alemanha são os seus principais parceiros comerciais. A China é o maior detentor da dívida
externa pública dos EUA. Depois de uma expansão que durou pouco mais de seis
anos, a economia americana entrou em recessão desde dezembro de 2007,
recuperando-se em 2010. Os Estados Unidos ocupam o segundo
lugar no Global Competitiveness Report.
Em 2009, estimou-se
que o setor privado constituía 55,3% da economia do país; a atividade do
governo federal,24,1%; e as atividades dos estados e de administrações locais
(incluindo as transferências federais), os restantes 20,6%. A economia é pós-industrial, com o setor de serviços contribuindo com 67,8% do PIB,
embora os Estados Unidos continuem a ser uma potência industrial. Os Estados
Unidos são o terceiro maior produtor de petróleo do mundo, bem como o seu maior importador. É o maior
produtor do mundo de energia elétrica e nuclear, assim como de gás natural liquefeito, enxofre, fosfatos e sal. Enquanto a
agricultura representa menos de 1% do PIB os Estados Unidos são o
maior produtor mundial de milho e soja. A Bolsa de Valores de Nova Iorque é a maior do mundo em volume de dólares. Coca-Cola e McDonald's são as duas marcas do país mais reconhecidas no
mundo. No terceiro bimestre de 2009, a força de trabalho do país era composta
por 154,4 milhões de pessoas. Desses trabalhadores, 81% tinham emprego no setor de serviços. Com 22,4 milhões de pessoas, o
governo é o principal campo de trabalho. Cerca de 12% dos trabalhadores são
sindicalizados, contra 30% na Europa Ocidental. O Banco Mundial classifica os Estados Unidos em primeiro lugar na
facilidade de contratação e demissão trabalhadores. Entre 1973 e 2003, um ano de
trabalho para o americano médio cresceu 199 horas. Em parte como resultado
disso, os Estados Unidos mantém a maior produtividade do trabalho no mundo. Em
2008, ele também levou a produtividade por hora do mundo, ultrapassando a Noruega, França, Bélgica e Luxemburgo, que havia superado os Estados Unidos durante a maior
parte da década anterior. Em relação à Europa, a
propriedade e as taxas de imposto de renda americanas são geralmente mais
elevadas, enquanto trabalho e, particularmente, as taxas de imposto sobre o
consumo são menores.
Renda e desenvolvimento humano
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De acordo
com o United States Census Bureau, a renda familiar média bruta americana em 2010 foi
de 49.445 dólares. A média variou de 64.308 dólares entre famílias
asiáticas-americanas a $ 32.068 entre os lares de afro-americanos. Usando a paridade do
poder de compra das taxas
de câmbio, a média geral é semelhante ao grupo do mais ricos países desenvolvidos. Depois de uma diminuição acentuada
durante a matade do século XX, a taxa de pobreza estabilizou-se desde os anos 1970, sendo que há entre
11 e 15% norte-americanos abaixo da linha da pobreza todos os anos e cerca de 58,5% deles passam pelo
menos um ano em situação de pobreza entre as idades de 25 e 75 anos. Em 2010,
46,2 milhões de americanos viviam na pobreza, número que subiu pelo quarto ano
consecutivo.
O Estado de
bem-estar social dos Estados
Unidos é um dos menos extensos do mundo desenvolvido, o que diminui a sua capacidade
de reduzir a pobreza relativa e absoluta consideravelmente menos do que a média para os países
ricos, embora os gastos sociais per capita públicos e privados
combinados sejam relativamente altos. Enquanto o Estado de bem-estar americano
reduza eficazmente a pobreza entre os idosos, presta relativamente pouca
assistência para os mais jovens. Um estudo de 2007 da UNICEF sobre o
bem-estar infantil em vinte e uma nações industrializadas classificou os
Estados Unidos em penúltimo lugar. Entre 1947 e 1979, a renda média real
aumentou em mais de 80% para todas as classes sociais, com a renda dos americanos mais pobres crescendo
mais rapidamente do que a dos mais ricos. No entanto, o aumento da renda, desde
então, têm sido mais lento, menos amplamente compartilhadose acompanhado pelo
aumento da insegurança econômica. A renda familiar média aumentou para todas as
classes, desde 1980, mas o crescimento tem sido fortemente inclinado em direção
ao topo. Por conseguinte, a parcela da renda do 1% do topo - 21,8% da renda
total reportada em 2005 - mais do que duplicou desde 1980, deixando o Estados
Unidos com a maior desigualdade de renda entre as nações desenvolvidas. Os 1%
mais ricos pagam 27,6% de todos os impostos federais, enquanto os 10% mais ricos pagam 54,7%. A riqueza, como renda, é altamente
concentrada: os 10% mais ricos da população adulta possuem 69,8% da riqueza
doméstica do país, a segunda maior participação entre as nações desenvolvidas.
Os 1% mais ricos possuem 33,4% da riqueza líquida.
Infraestrutura
Educação
Cerca de 80%
dos estudantes universitários americanos frequentam universidades públicas como
a Universidade
da Virgínia, um Patrimônio Mundial fundado por Thomas Jeferson.
A educação pública americana é operada por governos
estaduais e municipais, sendo regulada pelos Departamento de Educação dos Estados Unidos através de restrições sobre as
subvenções federais. Crianças são obrigadas na maioria dos estados a frequentar
a escola desde os seis ou sete anos (em geral, pré-escola ou primeira série)
até os dezoito (geralmente até o décimo segundo grau, ao final do ensino médio); alguns estados permitem que os estudantes deixem a
escola aos dezesseis ou dezessete anos. Cerca de 12% das crianças estão
matriculadas em escolas paroquiais ou escolas privadas não sectárias. Pouco
mais de 2% das crianças fazem ensino doméstico.
Os Estados
Unidos têm muitas instituições públicas e privadas de ensino superior competitivas, bem como faculdades de comunidades
locais com políticas abertas de admissão. Dos americanos com 25 anos ou mais,
84,6% concluíram o ensino superior, 52,6% frequentavam alguma faculdade, 27,2% recebiam um diploma de bacharel e 9,6% frequentavam uma pós-graduação. A taxa de alfabetização é de cerca de 99% da população. A Organização
das Nações Unidas atribui aos
Estados Unidos um índice de educação de 0,97, classificando-o na 12ª
posição no mundo.
De acordo
com a Unesco, os Estados Unidos são o segundo país com o maior
número de instituições de educação superior no mundo, com um total de 5 758,
com um ponto médio de quinze por cada estado. O país conta com o maior número
de estudantes universitários do mundo, ascendendo a 14 621 778, correspondente
a 4.5% da população total. Lá encontram-se algumas das universidades mais
prestigiosas e de maior fama no mundo. Harvard, Berkeley, Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts são consideradas como as melhores
universidades por muitas de suas publicações.
Transportes
O Sistema Interestadual de Autoestradas, que se estende por 75 376 quilômetros, a maior rede
de rodovias expressas do planeta.
Sendo um país desenvolvido, os Estados Unidos conta com uma
avançada infraestrutura de transportes: 6 465 799 quilômetros de autoestradas, 226 427 quilômetros de vias férreas e 41 009 quilômetros de vias fluviais. A maior parte
seus habitantes utiliza o automóvel como o principal meio de transporte. Em 2003, havia 759
automóveis para cada 1.000 americanos, em comparação com os 472 automóveis para
cada 1.000 habitantes da União Europeia no ano seguinte. Cerca de 40% dos veículos pessoais
são vans, utilitários esportivos ou caminhões leves. O americano
adulto médio (contabilização de todos os que dirigem e não dirigem) gasta 55
minutos dirigindo por dia, viajando 47 km.
A indústria
da aviação civil é totalmente privada, enquanto a
maioria dos grandes aeroportos são de propriedade pública. As
quatro maiores companhias aéreas do mundo em passageiros
transportados são americanos; Southwest Airlines é a número um. Dos trinta
aeroportos mais movimentados por passageiros do mundo, dezesseis estão nos
Estados Unidos, sendo o mais movimentado deles o Aeroporto Internacional de Atlanta Hartsfield-Jackson, o maior do mundo. Enquanto o transporte ferroviário de mercadorias é extenso,
relativamente poucas pessoas usam transporte ferroviário em viagens, dentro ou
entre as cidades. O transporte de massa contabiliza 9% do total de viagens
de trabalho dos Estados Unidos, comparado aos 38,8% na Europa. O uso de bicicletas é mínimo, bem abaixo dos níveis europeus.
Ciência e tecnologia

Astronauta Buzz Aldrin fotografado por Neil Armstrong (o primeiro homem a pisar na Lua) durante a
missão Apollo 11, em 20 de Julho de 1969.
Os Estados
Unidos tem sido um líder em pesquisa científica e em inovação tecnológica desde
o século XIX. Em 1876, Alexander Graham Bell conquistou a primeira patente
americana para o telefone. O laboratório de Thomas Edison desenvolveu o primeiro fonógrafo, a primeira lâmpada incandescente, a primeira câmera de vídeo viável. Nikola Tesla foi o pioneiro da corrente alternada, do motor AC e do rádio. No início do século XX, as empresas de automóveis de Ransom E. Olds e Henry Ford promoveram a linha de montagem. Os irmãos Wright, em 1903, fizeram o primeiro objeto
sustentado e controlado mais pesado que o ar voar.
A ascensão
do nazismo na década de 1930 levou muitos cientistas europeus, incluindo Albert Einstein e Enrico Fermi, a imigrar para os Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Projeto Manhattan desenvolveu armas nucleares, dando início à Era Atômica. A Corrida Espacial produziu rápidos avanços no desenvolvimento de foguetes, da ciência dos materiais e de computadores. Os Estados Unidos também tiveram grande contribuição
no desenvolvimento da ARPANET e de sua sucessora, a Internet. Hoje, a maior parte do financiamento para pesquisa e
desenvolvimento, 64%, vem do setor privado. Os Estados Unidos lideram no mundo
em trabalhos de pesquisa científica e fator de impacto. Os americanos possuem níveis de consumo tecnologicamente avançados,
e quase metade dos lares têm acesso à banda larga. O país é o principal desenvolvedor e produtor de alimentos geneticamente
modificados. Mais da
metade das terras cultivadas com culturas transgênicas do mundo está nos
Estados Unidos.

Os Estados
Unidos são uma nação multicultural, lar de uma grande variedade de grupos étnicos,
tradições e valores. Além das já pequenas populações nativas americanas e nativas do Havaí, quase todos os americanos ou os seus antepassados emigraram nos últimos cinco séculos. A cultura em comum pela
maioria dos americanos é a cultura ocidental em grande parte derivada das tradições de imigrantes
europeus, com influências de muitas outras fontes, tais como as tradições
trazidas pelos escravos da África. A imigração mais recente da Ásia e especialmente da América Latina adicionou uma mistura cultural que tem sido descrita
tanto como homogeneizada quanto heterogênea, já que os imigrantes e seus
descendentes mantêm especificidades culturais. De acordo com a análise de
dimensões culturais de Geert Hofstede, os Estados Unidos têm maior pontuação de individualismo do que qualquer país estudado. Apesar da cultura
dominante de que os Estados Unidos sejam uma sociedade sem classes, estudiosos identificam diferenças
significativas entre as classes sociais do país, que afetam a socialização, linguagem e valores. A classe média e profissional americana iniciou muitas tendências
sociais contemporâneas como o feminismo moderno, o ambientalismo e o multiculturalismo. A autoimagem dos americanos, dos pontos de vista
social e de expectativas culturais, é relacionada com as suas profissões em um
grau de proximidade incomum. Embora os americanos tendam a valorizar muito a
realização sócio-econômica, ser parte da classe média ou normal é geralmente
visto como um atributo positivo Embora o sonho americano, ou a percepção de que os americanos gozam de uma
elevada mobilidade social, desempenhe um papel fundamental na
atração de imigrantes, alguns analistas acreditam que os Estados Unidos têm
menos mobilidade social que a Europa Ocidental e o Canadá. As mulheres na sua maioria trabalham fora de casa e
recebem a maioria dos diplomas de bacharel. Em 2007, 58% dos americanos com 18 anos ou
mais eram casados, 6% eram viúvos, 10% eram divorciados e 25% nunca haviam sido
casados. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é um tema controverso no país. Alguns estados
permitem uniões civis, em vez do casamento. Desde 2003, vários
estados têm permitido o casamento entre homossexuais, como resultado de ação judicial ou legislativa,
enquanto os eleitores em mais de uma dezena de Estados proibiram a prática
através de referendos.
Desportos

Desde finais
do século XIX, o beisebol é considerado como o desporto nacional, enquanto o futebol americano, o hóquei no gelo e o basquete são outros três grandes esportes de equipe
profissionais. As ligas universitárias também atraem grandes audiências. O futebol americano é o esporte mais popular no país. O boxe e a corrida de cavalo foram uma vez os esportes individuais mais vistos, mas foram substituídos
pelo golfe e o automobilismo. O futebol vem crescendo de popularidade desde a criação da MLS. A maioria dos esportes mais importantes
do país evoluíram de práticas europeias, como o basquete, o voleibol, a animação e o snowboarding são desportos criados dentro do território nacional.
O lacrosse e o surfe surgiram de
povos ameríndios e nativos do Havaí. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos organizou, em 1904, os Jogos Olímpicos de Verão, em St. Louis, Missouri; os Jogos de Los Angeles em 1932 e 1984 e mais
recentemente os Jogos de Atlanta em 1996. Em 2004, os Estados Unidos conseguiram um
total de 103 medalhas, das quais 35 eram de ouro. O país conquistou, ao total,
2 301 medalhas em Jogos
Olímpicos de Verão, onde é o
país que mais venceu, e 216 nos Jogos
Olímpicos de Inverno, onde é o
segundo país no ranking total, atrás apenas da Noruega.
Literatura, filosofia e artes

Jack Kerouac, uma das figuras mais conhecidas da Geração Beat, um grupo de escritores que se destacaram nos anos 1950.
No século XVIII e início do século XIX, a arte e a literatura americana tinham a maioria das
suas influências da Europa. Escritores como Nathaniel Hawthorne, Edgar Allan Poe e Henry David Thoreau estabeleceram uma voz literária
americana distinta em meados do século XIX. Mark Twain e o poeta Walt Whitman foram figuras importantes na segunda metade do
século; Emily Dickinson, praticamente desconhecida durante
sua vida, é agora reconhecida como uma poetisa americana fundamental. Algumas
obras são consideradas sínteses dos aspectos fundamentais da experiência
nacionais e caráter, como Moby Dick (1851) de Herman Melville,[336] As Aventuras de Huckleberry Finn (1885) de Mark Twain e The Great
Gatsby (1925) de F. Scott Fitzgerald, obra apelidada de "Great American Novel".
Onze
cidadãos americanos ganharam o Prêmio Nobel
de Literatura, mais
recentemente, Toni Morrison, em 1993. Ernest Hemingway, Prêmio Nobel de 1954, é muitas vezes apontado como
um dos escritores mais influentes do século XX. Gêneros literários
populares, como a ficção ocidental e a Hard Boiled foram
desenvolvidas nos Estados Unidos. Os escritores da Geração Beat abriram novas abordagens literárias, assim como os
autores pós-modernos, tais como John Barth, Thomas Pynchon e Don DeLillo.
Os transcendentalistas, liderados por Thoreau e Ralph Waldo Emerson, estabeleceram o primeiro grande
movimento filosófico americano.[Após a Guerra Civil, Charles Sanders Peirce e William James e John Dewey foram os líderes no desenvolvimento do pragmatismo. No século XX, o trabalho de W. V. O. Quine e Richard Rorty, construído em cima de Noam Chomsky, trouxe a filosofia analítica à frente dos acadêmicos americanos.
John Rawls e Robert Nozick levaram o renascimento da filosofia política.
Nas artes
visuais, a Escola do Rio Hudson foi um movimento de meados do
século XIX, na tradição do naturalismo europeu. O Armory Show de 1913, em Nova York, uma exposição de arte moderna europeia, chocou o público e transformou a cena
artística americana. Georgia O'Keeffe, Marsden Hartley e outras experiências com novos estilos, exibindo uma
sensibilidade muito individualista. Importantes movimentos artísticos como o expressionismo abstrato de Jackson Pollock e Willem de Kooning e da arte pop de Andy Warhol e Roy Lichtenstein foram desenvolvidos em grande parte nos Estados
Unidos. A maré do modernismo e pós-modernismo trouxe fama para arquitetos estado-unidenses, como Frank Lloyd Wright, Philip Johnson e Frank Gehry.

Times Square em Nova Iorque, parte do distrito de teatros da Broadway, sede de famosas peças teatrais.
Um dos
primeiros promotores principais do teatro americano foi o empresário P. T. Barnum, que começou um complexo de
entretenimento em Manhattan em 1841. A equipe
de Harrigan e Hart produziu
uma série de comédias musicais populares em Nova York no final dos anos 1870. No século XX, a forma moderna de musicais surgiu na Broadway, as canções de compositores de teatro musical, como Irving Berlin, Cole Porter e Stephen Sondheim, tornaram-se padrões pop. O dramaturgo Eugene O'Neill ganhou o Prêmio Nobel
de literatura em 1936. Outros
dramaturgos americanos aclamados incluem vários vencedores do Prêmio Pulitzer como Tennessee Williams, Edward Albee e August Wilson.
Apesar de
largamente ignorado na época, o trabalho de Charles Ives na década de 1910 estabeleceu-o como o primeiro grande compositor
americano na tradição clássica; outros experimentalistas, tais como Henry Cowell e John Cage, criaram uma abordagem americana de composição
clássica. Aaron Copland e George Gershwin desenvolveram uma síntese única de música popular e clássica. As coreógrafas Isadora Duncan e Martha Graham ajudaram a criar a dança moderna, enquanto George Balanchine e Jerome Robbins eram líderes no balé do século XX. Os americanos têm sido importantes no
meio artístico da fotografia moderna, com grandes fotógrafos,
incluindo Alfred Stieglitz, Edward Steichen e Ansel Adams. As tirinhas de jornais e os comics são inovações americanas. Superman, o super-herói dos quadrinhos por excelência, tornou-se um ícone
americano.












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